Mudando práticas e posturas no ambiente escolar.

INSTITUTO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO ASSIS BRASIL-trabalho coordenado por Ivete Oliveira da Silva

sábado, 1 de maio de 2010

Lei 10639/03 (História e cultura afro brasileira e africana)nas escola é possível, sim!

            Trabalhos já realizados na escola  desde 2002. 

                         Ivete Oliveira da Silva

     Criação do Mural Pedagógico em 2003, trazendo regularmente informações, informes, sugestões de trabalhos. Importante destacar que também foi motivo de muita discussão, ciúme, críticas, deboche…

 Construção do ambiente virtual para estruturar atividades e sugestões para as alunmas e para as escolas. Temos recebidos recados de muitas regiões do estado e fora dele.

  http://juveth.blog.terra.com.br

    A biblioteca infantil foi inaugurada com o nome ProfªEva Moura Carapina - 1ª aluna negra    formada no IEEAB em 1943, também temos uma rua na COHAB Fragata com o mesmo nome, bairro  onde residiu por muitos anos após apresentação de proposta na câmara de vereadores.

Criação da história infantil: ” Minha professora Eva” para que as crianças desde a pré escola conheçam a história de Eva, apresentada na feira do livro 2007, patrocinada pela universidade católica de Pelotas e IEEAB, logo após foram distribuídos para as escolas da rede estadual e algumas escolas municipais num total de 300 exemplares.

 

Participação nos eventos realizados na escola como Semana da Educação, Meio ambiente, banda da escola, gata Assis Brasil, …

Realização da Semana da consciência Negra desde 2002, realizada como espaço de reflexão, palestras, oficinas pedagógicas, filmes…

Identificando na biblioteca o acervo destinado a aplicação da lei 10639/03 e quais obras são encontradas na biblioteca infantil.

Atendimento as escolas para implantação da lei e orientação de propostas de trabalhos.

 

Formação do “coletivo de educadores negros” formados por professores da escola, professores convidados para ministrarem aulas no 1º curso de formação para aplicação da lei, o que não aconteceu por suspensão da então responsável pela 5ª coordenadoria, o grupo então se reuniu na escola e nasce então o coletivo. O fato ocorreu em 2004.

 

Curso de formação de professores/Inclusão da lei 10639/03 desde 2005 com a parceria do Coletivo de Educadores Negros

 

Trabalho  anual com as alunas do curso normal no 3º trimestre letivo sobre a história e cultura afro brasileira, destacando  posturas e comportamentos na sala de aula além de manter cuidados com cartazes, literatura infantil e brincadeiras. Trabalho este , premiado em 2006 pelo CEERT/SP

Mostra de Cinema que começou em 2008, assinalando o Dia INTERNACIONAL DE COMBATE A DISCRIMINAÇÃO RACIAL

I Mostra de cinema infantil em 2009, solicitado pelos professores. Ainda em formação e acontecerá em maio letivo (13/05- dia nacional da confraternização com destaque para a abolição da escravatura)

 Atendimento individualizado na escola nos casos de violência, racismo, diferentes tipos de preconceito conforme solicitação da direção e/ou Serviço de Orientação educacional.

Atendimento diferenciado a acadêmicos que buscam orientação sobre a lei , como a escola trabalha, e/ou orientação quando o foco da pesquisa é  a história e a cultura negra.

Entrevista com as crianças das séries iniciais sobre o racismo e preconceito na busca de ações no combate a este tipo de violência.

Durante 03 meses  realizamos programa na TV Com, “Diversidade e a Educação” com vários assuntos relacionados com a escola apresentando projetos diferenciados como violência na escola, curso de formação da escola e as dificuldades para a efetiva

implantação da lei, música, direitos da criança e do adolescente, alimentação saudável, trabalhos das escolas relacionados a aplicação da lei 10639/03 e outros temas afins.     

Crianças do IEEAB contando a histórias de seus avós negros. 

 Proposta de trabalho para educação infantil e séries iniciais: “RECONSTRUINDO IDENTIDADES NAS SÉRIES INICIAIS” Tentando desde 2007 mas encontrando muita resistência por parte dos professores.

Jantar e roda de Samba na escola na tentativa de resgatar a história do samba no Brasil e conseguir verba para compra de livros.

Roda de samba e desfile de paises de África (no desfile , apenas PROFESSORES convidados que estejam desenvolvendo ações positivas em sala de aula no combate a discriminação e ao preconceito)

O bullying e a criança negra na escola.

        O  curta metragem XADREZ DAS CORES  e o jogo de XADREZ como proposta de trabalho(ainda em construção) PARA COMBATER A VIOLÊNCIA.

 

   OBSERV:     Temos registros de todas as atividades para comprovação.

         Escrevendo um livro sobre todo processo da lei na escola, na comunidade e locais onde faço palestras e reuniões pedagógicas.

criado por juveth    21:11:37 — Arquivado em: Mudando práticas e posturas na escola — Tags:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

História de vida

Sou Negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh’alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs
Contaram-me que meus avós
vieram de Luanda
como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu.
Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso
Mesmo vovó não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou
Na minh’alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação…
criado por juveth    19:16:16 — Arquivado em: Mudando práticas e posturas na escola, Reconstruindo Identidades

sábado, 29 de agosto de 2009

Harriet tubman

Harriet Tubman

David A. Adler / The Picture Book of Harriet Tubman / New York, Holiday House, 1992
tradução e adaptação

Harriet Tubman nasceu em 1820 ou 1821, numa enorme plantação em Dorchester County, Maryland. Embora a plantação tivesse uma grande casa, com muitos quartos e mobílias ricas, Harriet nasceu numa cabana de um só quarto, longe da casa grande. Era uma cabana de chão sujo, e não tinha janelas nem mobília. Harriet foi a sexta de onze irmãos. O pai, Benjamin Ross, e a mãe, Harriet Green, eram ambos escravos. O patrão deles chamava-se Edward Brods. Edward Brods também era dono de Harriet Tubman.

Os escravos trabalhavam arduamente o dia todo, mas não eram pagos. Harriet detestava a escravatura. Era muito independente e isso valia-lhe várias sovas. Não lhe agradava cumprir ordens. Uma vez, quando Hariett foi “alugada” para trabalhar para outra pessoa, viu nessa casa uma taça cheia de torrões de açúcar. Mais tarde, diria, em jeito de explicação: “Como nunca tinha visto nada tão bom e tão doce ─ nunca vira açúcar sequer ─ achei que aquilo tinha um aspecto maravilhoso”. Pegou, então, num dos torrões. A patroa, Miss Susan, viu-a pegar no pedaço de açúcar e foi atrás dela com um chicote. Harriett fugiu e escondeu-se na pocilga. Comeu casacas de batata e restos até que ficou com tanta fome que teve de regressar. Quando o fez, foi de novo açoitada repetidas vezes.

Edward Brodes vendia madeira, maçã, trigo e milho, que cultivava na sua plantação. Às vezes, até vendia escravos seus para trabalharem em plantações a sul da sua. Harriet viu duas das suas irmãs serem levadas com correntes e tinha medo de que um dia também viesse a ser vendida. Quando ela era jovem, os abolicionistas, ou seja, as pessoas que eram contra a escravatura, começaram a fazer-se ouvir e publicaram-se jornais abolicionistas. Nat Turner, um jovem escravo, sabia que Moisés tinha conduzido os Israelitas para fora do Egipto, onde viviam como escravos. Também ele esperava, um dia, libertar o seu povo da escravidão. Em 1831, liderou uma rebelião, durante a qual donos de escravos, suas mulheres e filhos foram mortos. Nat Turner foi apanhado e enforcado, juntamente com outros apoiantes da sua causa. Harriet sonhava frequentemente com o verdadeiro Moisés que a libertaria. Em 1835, foi apanhada numa luta entre um esclavagista e um escravo que ia a fugir. O dono atirou um peso de metal ao foragido, mas o peso atingiu Harriet e quase a matou. Ficou com um golpe profundo na testa, golpe esse que nunca sarou verdadeiramente. Nos oito anos que se seguiram, Harriet sofreu constantemente de dores de cabeça e adormecia com frequência. Contudo, sobreviveu e agradeceu a Deus tê-la salvado. Depois deste acidente, começou a rezar mais. Em 1844, casou com John Tubman, um homem livre, e foram viver para a cabana dele, que ficava perto da plantação de Brodas. Harriet estava a pensar fugir. Queria que John fosse com ela, mas ele declinava e ameaçava contar ao patrão, que mandaria os cães e os vigilantes atrás dela. Mas Harriet tinha já decidido fugir e começou a planear a fuga.

Os escravos costumavam cantar nos campos enquanto trabalhavam. Na tarde antes de fugir, Harriet também cantou e as palavras da sua canção eram uma mensagem para os outros escravos. “Quando o carro chegar / Vou-vos deixar. / Vou em busca da Terra Prometida.”

Para Harriet Tubman, a Terra Prometida era o Norte, onde seria considerada livre. Harriet fugiu de noite, com três dos seus irmãos. Não tinham comida nem dinheiro, nem sabiam para onde ir. Pouco depois de partirem, os irmãos decidiram voltar para trás. E obrigaram-na a voltar para trás também. Duas noites depois, Harriet fugiu sozinha. “Tinha direito à liberdade ou à morte”, disse, depois de fugir. “Se não pudesse ter uma, teria a outra.” Harriet foi para casa de uma mulher branca, que uma vez se oferecera para a ajudar. A mulher disse-lhe para que casa deveria ir em seguida. Os habitantes desta casa, por sua vez, mandaram-na para outra, mais a norte. Harriet viajava no trilho que era conhecido como o Caminho-de-Ferro Subterrâneo. Cada paragem era a casa de alguém que acreditava que a escravatura estava errada e que estava disposto a ajudar os escravos em fuga a conseguirem a sua liberdade. Durante o dia, Harriet escondia-se. Viajava durante a noite, em direcção ao seu destino, a Pennsylvania. Havia neste estado uma lei que proibia a escravatura. Quando lá chegou, tornou-se uma mulher livre. Sentia-se uma pessoa nova. Mais tarde, afirmaria: “O sol vinha até mim como se fosse ouro, através das árvores e dos campos. Sentia-me no céu.” Entre a década de 50 e 60, Harriet trabalhou como cozinheira, lavadora de pratos e mulher de limpezas. Gastou muito do que ganhou em dezanove viagens que fez para conduzir cerca de trezentos escravos até à liberdade. Muitos deles eram seus familiares. Harriet levava-os de uma casa segura para outra. Às vezes, chegavam mesmo ao Canadá. Era uma condutora do Caminho-de-Ferro Subterrâneo.

Ora se disfarçava de velhinha frágil ou de homem. Usava as canções como se fossem um código secreto. Quando era seguro sair dos esconderijos, cantava uma canção alegre; os foragidos reconheciam sempre a sua voz profunda e rouca. Uma vez iniciada a jornada em direcção ao norte, Harriet nunca deixava que os escravos voltassem atrás. Se estavam demasiado assustados para continuarem, apontava-lhes uma arma à cabeça e dizia-lhes: “Ou continuas a andar ou morres.”Anos mais tarde, diria com orgulho: “O meu comboio nunca descarrilou. Nunca perdi um passageiro.”

Chamavam-lhe “Moisés” porque libertou muitos escravos, conduzindo-os à liberdade. As autoridades ofereciam uma recompensa enorme pela sua captura, mas nunca foi apanhada. Em 1858 Harriet conheceu John Brown, um líder do movimento para acabar com a escravatura. Brown considerava-a uma das melhores e mais corajosas pessoas da América. Chamava-lhe “General Tubman”. Em Novembro de 1860, Abraham Lincoln foi eleito presidente e onze estados do sul retiraram-se da União, porque não queriam um homem que abominava a escravatura como seu chefe. A Guerra entre o Norte e o Sul, a Guerra Civil, começou em 12 de Abril de 1861. Durante a guerra, Harriet Tubman trabalhou como enfermeira e espia para o exército nortista. Fazia incursões em território inimigo, a fim de libertar centenas de escravos. Também ajudou aqueles que fugiram durante a Guerra, rumo aos estados do Norte.

Em Dezembro de 1865, pouco depois do fim da Guerra, foi aprovada uma emenda à Constituição dos Estados Unidos, segundo a qual a escravatura passou a ser proibida. Depois da Guerra, Harriet Tubman regressou a casa, em Auburn, Nova Iorque. John Tubman morreu em 1867 e, em 1869, Harriet casou com um antigo escravo e soldado, chamado Nelson Davis.

Em Auburn, Harriet ia de casa em casa a vender legumes. Onde quer que fosse, pediam-lhe para contar as suas aventuras no Caminho-de-Ferro Subterrâneo. Ajudou a criar um lar para doentes, pobres, e pessoas sem-abrigo negros. Quando ela mesma entrou nessa casa em 1911, estava já velha e fraca. “Já consigo ouvir campainhas a tocar. Já consigo ouvir anjos a cantar”, dizia por vezes. Pouco depois, a 10 de Março de 1923, morreu, com mais de noventa anos de idade. Harriet Tubman era uma mulher muito corajosa. Todos os que a conheciam admiravam-na e amavam-na. Foi uma condutora do Caminho-de-Ferro Subterrâneo, um Moisés para o seu povo. DATAS IMPORTANTES

1820 ou 1821 – Nasce em Dorchester County, Maryland. A data exacta do seu nascimento é desconhecida.

1835 – Ferida na cabeça com um peso de metal enquanto ajudava um escravo a fugir.

1844 – Casou com John Tubman, que morreu em 1867.

1849 – Fugiu da plantação Brodas’ plantation para Pennsylvania.

1850/1860 – Conduziu cerca de 300 escravos foragidos à liberdade, através Caminho-de-Ferro Subterrâneo.

1862 /1864 – Trabalhou como enfermeira e espia durante a Guerra Civil para o exército nortista.

1865 – A 13ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que libertava todos os escravos, foi ratificada em 6 de Dezembro.

1869 – Casou com Nelson Davis, que morreu em 1888.

1908 –O Lar para Negros Idosos e Indigentes Harriet Tubman foi inaugurado em Auburn, Nova Iorque.

1913 – Morreu a 10 de Março em Auburn, Nova Iorque.

criado por juveth    16:16:33 — Arquivado em: Mudando práticas e posturas na escola — Tags:,

domingo, 16 de agosto de 2009

BULLYING

O TERMO

     A palavra bullying é derivada do verbo inglês bully que significa usar a superioridade física para intimidar alguém. Também adota aspecto de adjetivo, referindo-se a “valentão”, “tirano”.

O QUE É BULLYING?

O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. As vítimas são os indivíduos considerados mais fracos e frágeis dessa relação, transformados em objeto de diversão e prazer por meio de “brincadeiras” maldosas e intimidadoras. São situações agressoras:

CAUSAS

                Bullying é causado pela necessidade de um indivíduo de se impor sobre outro para satisfação pessoal e demonstração de poder. Isso acontece essencialmente entre adolescentes e crianças, quando essa necessidade é maior, pois é quando a sua “definição social” se está formando, assim como a sua personalidade está se estabilizando. Geralmente no meio escolar, ou se é popular, (estado ao qual muitos chegam através de ações de bullying), ou não, e estes são quem sofrem o bullying.

            OS PROTAGONISTAS DO BULLYING

O agressor pode ser de ambos os sexos. Tem caráter violento e perverso, com poder de liderança, obtido por meio da força e da agressividade. Age sozinho ou em grupo. Geralmente é oriundo de família desestruturada, em que há parcial ou total ausência de afetividade. Apresenta aversão às normas; não aceita ser contrariado, geralmente está envolvido em atos de pequenos delitos, como roubo e/ou vandalismo. Seu desempenho escolar é deficitário, mas isso não configura uma dificuldade de aprendizagem, já que muitos apresentam nas séries iniciais rendimento normal ou acima da média.

A vítima pode ser classificada, segundo pesquisadores, em três tipos:

                    Vítima típica: é pouco sociável, sofre repetidamente as conseqüências dos comportamentos agressivos de outros, possui aspecto físico frágil, coordenação motora deficiente, extrema sensibilidade, timidez, passividade, submissão, insegurança, baixa auto-estima, alguma dificuldade de aprendizado, ansiedade e aspectos depressivos. Sente dificuldade de impor-se ao grupo, tanto física quanto verbalmente.

 

                    Vítima provocadora: refere-se àquela que atrai e provoca reações agressivas contra as quais não consegue lidar. Tenta brigar ou responder quando é atacada ou insultada, mas não obtém bons resultados. Pode ser hiperativa, inquieta, dispersiva e ofensora. É, de modo geral, tola, imatura, de costumes irritantes e quase sempre é responsável por causar tensões no ambiente em que se encontra.

 

                    Vítima agressora: reproduz os maus-tratos sofridos. Como forma de compensação procura uma outra vítima mais frágil e comete contra esta todas as agressões sofridas na escola, ou em casa, transformando o bullying em um ciclo vicioso.

Espectadores são alunos que adotam a “lei do silêncio”. Testemunham a tudo, mas não tomam partido, nem saem em defesa do agredido por medo de serem a próxima vítima. Também nesse grupo estão alguns alunos que não participam dos ataques, mas manifestam apoio ao agressor.

SINAIS DAS VÍTIMAS

                    Demonstra falta de vontade de ir à escola;

                     Sente-se mal perto da hora de sair de casa;

                    Pede para trocar de escola;

                    Pede sempre para ser levado à escola;

                    Muda frequentemente o trajeto entre a casa e a escola;

                    Apresenta baixo rendimento escolar;

                    Volta da escola, repetidamente, com roupas e materiais rasgados;

                    Chega muitas vezes em casa com machucados sem explicação convincente;

                    Parece angustiado, ansioso e deprimido;

                    Tem pesadelos constantes com pedidos de “socorro” ou “me deixa”;

                    “Perde”, repetidas vezes, seus pertences e dinheiro.

 

              BULLYING NAS SÉRIES INICIAIS    

            Para o espanto de educadores, o bullying tem-se estendido cada vez mais para as séries iniciais e acaba, muitas vezes, por sair da escola e invadir a vida pessoal através de mensagens pela Internet e celulares. Já aos quatro, cinco e seis anos identificamos alguns comportamentos de discriminação que podem ter repetidamente o mesmo alvo. Aparecem os conflitos, “panelinhas”, provocações e humilhações. É aqui que pais e educadores devem estar atentos para poder inibir esse comportamento antes que ele se instale e seja mais difícil de eliminá-lo. Veja a seguir, dicas para os professores lidarem com este assunto nas salas de aula.

DICAS PARA PROFESSORES:

Se você deseja reduzir o Bullying dentro das escolas, aqui vão alguns conselhos para lidar com isso.

 

·         Desde o primeiro dia de aula, avise aos alunos que não será tolerado Bullying nas dependências da escola. Todos devem se comprometer com isso: não o praticando e avisando à direção sempre que ocorrer um fato dessa natureza.

·         Promova debates sobre Bullying na classe, fazendo com que o assunto seja bastante divulgado e assimilado pelos alunos.

·         Estimule os estudantes a fazerem pesquisas sobre o tema na escola, para saber o que alunos, professores e funcionários pensam sobre o Bullying e como acham que se deve lidar com esse assunto.

·         Convoque assembléias, promova reuniões ou fixe cartazes, para que os resultados da pesquisa possam ser apresentados a todos os alunos.

·         Faculte a oportunidade de que os próprios alunos criem regras de disciplina para suas próprias classes. Essas regras, depois, devem ser comparadas com as regras gerais da escola, para que não haja incoerências.

·         Da mesma maneira, permita que os alunos busquem soluções capazes de modificar o comportamento e o ambiente.

·         Sempre que ocorrer alguma situação de Bullying, procure lidar com ela diretamente, investigando os fatos, conversando com autores e alvos. Quando ocorrerem situações relacionadas a uma causa específica, tentem trabalhar objetivamente essa questão, talvez por meio de algum projeto que aborde o tema. Evite, no entanto, focalizar alguma criança em particular.

·         Nos casos de ocorrência de Bullying, converse com os alunos envolvidos e diga-lhes que seus pais serão chamados para que tomem ciência do ocorrido e participem junto com a escola da busca de soluções.

·         Interfira diretamente nos grupos, sempre que isso for necessário para quebrar a dinâmica de Bullying. Façam os alunos se sentarem em lugares previamente indicados, mantendo afastados possíveis autores de Bullying, de seus alvos.

·         Converse com a turma sobre o assunto, discutindo sobre a necessidade de se respeitarem as diferenças de cada um. Reflita com eles sobre como deveria ser uma escola onde todos se sentissem felizes, seguros e respeitados.

 

BIBLIOGRAFIA:

            http://www.pucrs.br/mj/bullying.php

                http://br.answers.yahoo.com/

                http://www.bullying.com.br/

                http://www.qdivertido.com.br/

                http://www.profissaomestre.com.br

                http://guiadobebe.uol.com.br/

 

 

              Postado por Gabriele Gonçalves - 4º n¹ SI

 

 

criado por juveth    14:30:56 — Arquivado em: Formação de professores, Mudando práticas e posturas na escola

domingo, 24 de maio de 2009

O BULLYING NA ESCOLA & FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Trabalho de pesquisa em andamento:

Instituto Estadual de Educação Assis Brasil/ Disciplina: Relações Humanas Profª : Ivete Silva

O BULLYING NA ESCOLA & FORMAÇÃO DE PROFESSORES

PRESTE ATENÇÃO NESTES INDICADORES

OS NÚMEROS

Programa aponta a capacidade de percepção dos alunos sobre o bullying

40,5% admitiram estar diretamente

60,2% afirmaram que o bullying ocorre com mais freqüência dentro das salas de aula

80% manifestaram sentimentos contrários aos atos de bullying, como medo, pena, tristeza

41,6% daqueles que admitiram ser alvos de bullying disseram não ter solicitado ajuda aos colegas, professores ou família

23,7% dos que pediram ajuda foram atendidos

69,3% admitiram não saber as razões que levam à ocorrência de bullying

51,8% dos alunos autores de bullying afirmaram que não receberam nenhum tipo de orientação ou advertência quanto à incorreção de seus atos

 

FONTE: O PROGRAMA DE REDUÇÃO DO COMPORTAMENTO AGRESSIVO ENTRE ESTUDANTES DA ABRAPIA ( Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência )

PRESTE ATENÇÃO NESTES INDICADORES

Eles podem ajudar você a perceber se seu filho é uma vítima do bullying

• Falta de vontade de ir à escola, pedir para mudar de escola ou ter medo de ir e voltar
• Mudar, freqüentemente, o trajeto entre a casa e a escola
• Sentir-se mal quando precisar sair de casa
• Baixo rendimento escolar
• Voltar da escola, repetidamente, com roupas ou livros rasgados
• Chegar muitas vezes em casa com machucados inexplicáveis
• Tornar-se uma pessoa fechada, arredia
• “Perder”, repetidas vezes, seus pertences, seu dinheiro
• Parecer angustiado, ansioso, deprimido
• Ter pesadelos freqüentes
• Evitar falar sobre o que está acontecendo, dar desculpas pouco convincentes para tudo
• Tentar ou cometer suicídio

Solução - Procure conversar com o seu filho sobre o assunto e, junto com ele, fale com a direção da escola para encontrarem uma solução para o problema. Essa realidade precisa mudar.

criado por juveth    00:20:23 — Arquivado em: Mudando práticas e posturas na escola — Tags:

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Morre o Poeta, professor Oliveira Silveira: ELE VIRA ESTRELA!

Poeta Oliveira Silveira

OLIVEIRA SILVEIRA (Oliveira Ferreira da Silveira) – Poeta negro brasileiro, nascido em 1941 na área rural de Rosário do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. Filho de Felisberto Martins Silveira, branco brasileiro de pais uruguaios, e de Anair Ferreira da Silveira, negra brasileira de cor preta, de pai e mãe negros gaúchos.
Graduado em Letras – Português e Francês com as respectivas Literaturas – pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Docente de português e literatura no ensino médio. Atividades jornalísticas. Ativista do Movimento Negro.
Um dos criadores do Grupo Palmares, de Porto Alegre. Estudou a data e sugeriu a evocação do 20 de Novembro, lançada e implantada no Brasil pelo Grupo Palmares a contar de 1971, tornando-se Dia Nacional da Consciência Negra em 1978, denominação proposta pelo Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, MNUCDR.
Como escritor, publicou até 2005 dez títulos individuais de poesia – Pêlo escuro, Roteiro dos tantãs, Poema sobre Palmares, entre outros – e participou de antologias e coletâneas no país e no exterior: Cadernos negros, do grupo Quilombhoje, e A razão da chama, de Oswaldo de Camargo, em São Paulo-SP; Quilombo de Palavras, organização de Jônatas Conceição e Lindinalva Barbosa, em Salvador, na Bahia; Schwarze poesie/Poesia negra e Schwarze prosa/Prosa negra, organizadas por Moema Parente Augel e editadas na Alemanha por Édition diá em 1988 e 1993, com tradução de Johannes Augel; ou revista Callaloo volume 18, número 4, 1995, e volume 20, número 1 (estudo de Steven F. White), 1997, Virgínia, Estados Unidos.

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Na imprensa, publicou artigos, reportagens, e alguns contos e crônicas. Participou com artigos ou ensaios em obras coletivas, caso do ensaio Vinte de novembro: história e conteúdo, no livro Educação e Ações Afirmativas, organizado por Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Válter Roberto Silvério – Brasília: Ministério da Educação/Inep, 2002. Entre algumas distinções recebidas: menção honrosa da União Brasileira de Escritores, do Rio de Janeiro, pelo livro Banzo Saudade Negra em 1969; medalha cidade de Porto Alegre, concedida pelo Executivo Municipal em 1988; medalha Mérito Cruz e Sousa, da Comissão Estadual para Celebração do Centenário de Morte de Cruz e Sousa – Florianópolis-SC, 1998; Troféu Zumbi, obra de Américo Souza, concedido pela Associação Satélite-Prontidão, da comunidade negra de Porto Alegre, 1999; Comenda Resistência Civil Escrava Anastácia, da Rua do Perdão, evento cultural negro, Porto Alegre, 1999; e Tesouro Vivo Afro-brasileiro, homenagem do II Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros, realizado entre 25 e 29 de agosto de 2002 na Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, em São Carlos-SP – ato em 27 de agosto.
NOTA: Em plena ditadura militar, um pequeno grupo de cidadãos negros costumava se reunir no centro de Porto Alegre para discutir a situação dos descendentes de africanos no Brasil. Nessas conversas, eles concluíram que o 13 de maio – Dia da Abolição da Escravatura, assinada pela princesa Isabel em 1888 – não tinha maior significado. Era preciso, então, encontrar uma nova data para reverenciar a luta da população negra brasileira e enaltecer sua participação na sociedade. Nascia, assim, o 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra – data de evocar a figura de Zumbi e o quilombo de Palmares e de discutir a situação do negro no país.
Entre os participantes do grupo estava o poeta, professor de português e militante da causa negra Oliveira Silveira. Foi ele quem sugeriu que o 20 de novembro – data da morte de Zumbi do Palmares – fosse adotado como dia de celebração da luta da comunidade negra brasileira. Sete anos depois, o Movimento Negro Unificado contra Discriminação Racial (MNUDR) oficializou o 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra.

Entrevista com Oliveira Silveira

Agência Brasil: Por que o movimento negro gaúcho resolveu buscar uma nova data para reverenciar a luta dos negros contra o regime escravagista, em substituição ao 13 de maio?


Oliveira Silveira: Isso ocorreu em 1971. Estávamos insatisfeitos com o 13 de maio. Havia um grupo de negros que se reunia na Rua da Praia [no centro de Porto Alegre] e o nosso assunto, invariavelmente, era a questão negra e o fato de o 13 de maio não ter maior significação para nós. Logo, surgiu a idéia de que era preciso encontrar outra data. Eu, como gostava de pesquisar, aprofundei-me nisso. E encontrei material, cuja fonte era Édison Carneiro, autor do livro O Quilombo dos Palmares, indicando que Zumbi dos Palmares havia sido morto em 20 de novembro [de 1695]. Essa informação foi confirmada no livro As guerras dos Palmares, do português Ernesto Ennes, no qual foram transcritos documentos. Já que não sabíamos o dia de seu nascimento ou do início de Palmares, tínhamos pelo menos a data da morte de Zumbi, o último rei do quilombo de Palmares, Alagoas. Então, promovemos uma reunião, que originou o Grupo Cultural Palmares, cuja idéia era fazer um trabalho para reverenciar Palmares e Zumbi como algo mais representativo que 13 de maio.

ABr: Qual a crítica que vocês faziam e ainda fazem ao 13 de maio?


Oliveira Silveira: Nós vimos logo que o 13 de maio teve conseqüências práticas. Não havia medidas efetivas voltadas à comunidade negra. Foi uma liberdade que apareceu apenas na lei e nada de concreto ocorreu depois. Ao mesmo tempo, era uma data oficial, que o oficialismo governamental queria que fosse comemorada, celebrada, com homenagens à princesa Isabel. Ao passo que Palmares significava uma liberdade conquistada na luta, que durou um século inteiro, e, por isso, era plena de significado. Os homens e mulheres quilombolas fizeram um trabalho de resistência, de afirmação da dignidade humana sem precedentes, de luta pela defesa da liberdade. Então, não havia dúvidas de que aquela era a principal passagem da história do negro no Brasil.

Agência Brasil: Quando foi realizado o primeiro ato para reverenciar Zumbi e Palmares?


Oliveira Silveira: Como o Grupo Palmares havia se disposto a trabalhar a partir de datas e já estávamos em julho de 1971, resolvemos homenagear primeiro o poeta e abolicionista Luiz Gama, que morreu em 24 de agosto, e mais adiante, em outubro, homenageamos o nascimento do poeta e abolicionista José do Patrocínio. Em novembro, fizemos a homenagem a Palmares. À época, o Grupo Palmares tinha quatro pessoas e depois entraram mais duas mulheres. Por isso, consideramos que o grupo fundador foi formado por seis pessoas, que fizeram esse trabalho em 1971, quando homenageamos Luiz Gama, Patrocínio e Zumbi e Palmares. O Grupo Palmares realizou, então, no Clube Náutico Marcílio Dias, em Porto Alegre, o primeiro ato evocativo a Zumbi e a Palmares. Foi o início de um trabalho que teve continuidade ao longo dos anos.

Agência Brasil: Quando o restante do país começou a reverenciar o 20 de novembro?


Oliveira Silveira: Inicialmente foi só o Rio Grande do Sul, mas graças à divulgação, com o apoio da imprensa, a data foi se tornando conhecida. Em 1975 e 1976, São Paulo, com grupos de teatro de Campinas e da capital paulista, e o Rio de Janeiro começaram a celebrar o 20 de novembro. De modo que foi se implantando o 20 de novembro no país. Até que em 1978 surgiu a idéia de formar o coletivo de organizações negras denominado MNUDR – Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial. Foi a tentativa de uma organização que reunia algumas entidades, entre as quais algumas já celebravam o 20 de novembro. No final de 1978, numa assembléia na Bahia, foi proposta a denominação de Dia Nacional da Consciência Negra em 20 de novembro. Foi uma idéia feliz de Paulo Roberto dos Santos, um militante do Rio de Janeiro. Então, aquilo fez com que o 20 de novembro se consolidasse [como data de celebração a Zumbi e a Palmares e de afirmação da comunidade negra brasileira], mas foi um trabalho contínuo do Grupo Palmares. Foi também o coroamento de um trabalho realizado no Rio Grande do Sul pelo Grupo Palmares e que se tornou importante, porque foi adotado pelo movimento negro em nível nacional.

ABr: O que representou o resgate da figura de Zumbi e do quilombo de Palmares na luta do negro em busca da cidadania plena e de sua auto-estima?


Oliveira Silveira: Foi extremamente significativo, porque o 20 de novembro se mostrou como algo com uma força aglutinadora muito grande. Com isso, muitos grupos se formaram e muitas atividades passaram a ser desenvolvidas. Em São Paulo, por exemplo, criou-se o Festival Comunitário Negro Zumbi, que promovia atividades em cidades do interior. Foi uma motivação muito positiva, especialmente pela mensagem, uma coisa mais afirmativa do que o 13 de maio.

Agência Brasil: Como o senhor explica que o resgate histórico de Zumbi e do quilombo dos Palmares tenha começado justamente num estado de maioria branca, como o Rio Grande do Sul, com forte presença de imigrantes de origem européia?


Oliveira: Parece até algo meio milagroso que o segmento negro tenha resistido nos estados do Sul. Antes, a Região Sul era considerada essa parte que vai do Rio Grande do Sul a São Paulo. E foi onde a imigração se localizou preponderantemente. Então, houve uma política voltada para essa região. Foi a política do branqueamento, que trouxe imigrantes e deixou de lado e de fora o indígena e o negro, a partir do século 17. Essa política poderia ter eliminado o segmento negro, mas ele resistiu. Eu considero que os imigrantes vieram como convidados e também interessados. Tiveram depois grande participação, grandes oportunidades e apoio logístico, inclusive de seus países. De modo que eles se desenvolveram muito aqui. Eles não podem ser isentados de culpa ou qualquer coisa nesse gênero, porque, na verdade, são beneficiários da nossa exclusão, da tentativa de exclusão de negros e indígenas.

ABr: Como o senhor avalia a atuação do movimento negro hoje e a inserção do negro na sociedade brasileira?


Oliveira Silveira: Foi um processo. O movimento foi se desenvolvendo. Vieram novas fases. Tivemos aquela primeira fase, de 1971 a 1978, que eu chamo de virada histórica. Depois, uma fase de surgimento de organizações e de aproximação com o poder, com o governo e a participação na [Assembléia] Constituinte de 1988. A partir da nova Constituição, temos uma nova fase, na qual o movimento tem uma linha mais prática. Já temos experimentações muito importantes, com participação no governo. Temos a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial [Sepir] e a Fundação Palmares. São instâncias que nos permitem uma experiência muito válida. Então, o movimento avança. E, com a política de cotas nas universidades, estamos dando passos importantes e necessários.

Agência Brasil: O Brasil se intitula como a maior democracia racial do mundo. Como o senhor analisa isso?


Oliveira Silveira: A democracia racial é um mito trabalhado especialmente em função dessa política de branqueamento, que nunca foi revogada. A miscigenação é apresentada como uma coisa positiva, mas, na verdade, não é. No Brasil, existe preconceito, discriminação na prática, existe racismo. É um país reconhecidamente racista. Isso é oficialmente reconhecido. Eu acredito que o racismo não é uma coisa que desapareça, que possa ser eliminado. Ele pode se aquietar, mas lá pelas tantas está vivo, forte e atuante.

Fontes:

criado por juveth    08:52:59 — Arquivado em: Reconstruindo Identidades

domingo, 23 de novembro de 2008

Termina a Greve mas a luta continua.

Professor, Tu tens poder! Acredita mais e usa tua força!

Arrogância e autoritarismo acompanham Yeda

A arrogância e o autoritarismo são duas marcas que acompanham o governo Yeda Crusius (PSDB) desde o início. A greve do magistério mostra isso mais uma vez. A governadora e sua secretária de Educação, Mariza Abreu, dizem que é uma questão de honra punir os professores em greve, cortando o ponto dos dias parados. Questão de honra? O governo tucano parece ter uma noção peculiar de honra. A governadora não vê nenhuma desonra em aumentar seu próprio salário, o dos funcionários de seus gabinetes e dos secretários, e oferecer ZERO de aumento para os servidores públicos. Para Yeda, questão de honra é reprimir e punir o funcionalismo que se atreve a protestar contra sua política salarial que só beneficia quem está dentro do palácio. Honra é mandar o coronel Mendes espancar agricultores, professores e estudantes que ousam contestar o chamado "novo jeito de governar".

Qual é a honra de um governo que já teve afastados alguns de seus principais secretários, entre eles dois chefes da Casa Civil, envolvidos em escândalos e denúncias de corrupção? Qual é a honra de um governo onde a governadora até hoje não consegue explicar como comprou uma luxuosa mansão logo após a campanha eleitoral? Honra, para este governo, é implantar no Rio Grande do Sul as teorias do Estado mínimo que levaram o mundo à grave crise econômica que vemos hoje. É dizer que prioriza a segurança pública e oferece ZERO de aumento para os policiais e demais servidores da segurança. "Zero", aliás, é uma palavra cara ao governo tucano. O "déficit zero" festejado pela governadora significa ZERO de reajuste para os servidores, ZERO de investimentos para qualificar os serviços públicos, ZERO de recursos para políticas sociais e ZERO de transparência, como disse a antiga titular desta área, que pediu demissão dizendo que Yeda não estava interessada no assunto.

Agora mesmo, o Ministério Público de Contas anuncia uma investigação para apurar irregularidades no pagamento de gratificações a secretários do governo. O MPC suspeita que eles estariam recebendo "por fora" desde agosto, mesmo sem aprovação da Assembléia. Enquanto isso, os professores fazem greve para defender melhores salários, seu plano de carreira e melhores condições de trabalho. Para o governo, é uma questão de honra punir essa ousadia. O mesmo governo que decide liderar um movimento de governadores contra a proposta de um piso salarial nacional para o magistério. Um piso de R$ 950,00. O mesmo governo que sucateia a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, que fecha escolas, reduz turmas e amontoa alunos em salas de aula para alcançar o "déficit zero".

O governo Yeda despreza o serviço público. Não é por acaso. Essa é a ideologia do PSDB e dos partidos que o apóiam. Acreditam que o Estado é um estorvo e deve ser reduzido a ZERO. A resposta dos professores, além de sua mobilização em todo o Estado, é mostrar a qualidade dos servidores públicos. A escola pública do Rio Grande do Sul teve a melhor nota no Exame Nacional de Ensino Médio realizado em todo o país. A governadora Yeda e a secretária Mariza Abreu acreditam que esse resultado foi obtido apesar dos professores e professoras que, como elas já disseram, não tem boa qualificação e precisam trabalhar mais. O prêmio que elas querem oferecer ao magistério por esse resultado é CORTE DE SALÁRIO.

E, por falar em corte de salário, Yeda poderia aplicar esse mesmo critério e cortar o ponto de todos os dias em que ela não desempenhou suas funções como governadora e manteve o governo paralisado, porque estava ocupada em responder as sucessivas denúncias de corrupção. O jornal Zero Hora poderia fazer, a exemplo do que fez neste sábado contra os professores, uma matéria com o levantamento dos dias parados da governadora e os prejuízos causados à população. Seria mais honroso.

Postado por Marco Aurélio Weissheimer- rs urgente
Recebi por email em 23de novembro de 2008
Profª Ivete

criado por juveth    17:24:50 — Arquivado em: Formação de professores

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

GREVE JUSTA

GREVE JUSTA

Juremir Machado da Silva - Correio do Povo de 20/11/2008

O magistério estadual gaúcho entrou em greve. Mas o governo achou-se incompreendido. Dado que uma lei federal estabeleceu piso salarial, como salário inicial, no valor de R$ 950,00, as autoridades do Rio Grande do Sul trataram de interpretar de outra forma o espírito dessa medida, contrariando o bom senso e a língua portuguesa, para defender os interesses dos nossos professores. Não entenderam? Acham que estou ficando louco? Explicarei. O governo gaúcho ficou preocupado com a possibilidade de os professores começarem a ganhar um pouco mais. Nem se trata de ganhar bem, muito bem ou suficientemente. É bem mais simples. Ganhar a partir de R$ 950,00 complica.
Esmiuçarei o que parece serem as razões profundas, embora jamais reveladas, dos nossos representantes e gestores. As razões superficiais são conhecidas: falta de recursos, sistema inchado e necessidade de não abalar o ajuste fiscal em curso. As razões que aqui chamo de profundas são mais interessantes. Se um professor em começo de carreira ganhar R$ 950,00, quanto receberá, acrescentando-se vantagens, um profissional com 20 anos de carreira? Pode, quem sabe, chegar a R$ 2 mil. Já imaginaram? Aí se tornaria perigoso. Professor com salário razoável pode começar a fazer coisas impensadas, tomar atitudes impulsivas, agir de modo precipitado.
Entre as ações perigosas que podem resultar de uma elevação substancial de salário encontram-se ir ao cinema com mais freqüência (ou simplesmente ir ao cinema), comprar música e, pasmem, adquirir braçadas de obras na Feira do Livro. Bem, braçadas mesmo, convenhamos, não daria, salvo em balaios, mas ainda assim haveria o risco de um aumento vertiginoso na aquisição de livros. É sabido que professores com muita leitura causam problemas. Ficam sabichões, até arrogantes, ensinam melhor e podem até fazer com que os alunos de escolas públicas se tornem verdadeiros concorrentes de alunos de escolas privadas em vestibulares ou outros gêneros de concursos. Ouvi dizer, embora sem confirmação, que já tinha professor pensando em viajar graças ao piso salarial (salário inicial). Não deve ser verdade. livros e viagens já é demais!
Outro item contestado pelos nossos protetores diz respeito ao tempo necessário para atividades fora de sala de aula (preparação, correção de provas e outros passatempos levados para casa). Segundo o governo, isso exigiria contratar mais 27 mil professores. Não haveria dinheiro para isso. Sugere-se, então, que o magistério continue a praticar uma tradição de sacrifício, trabalhando de graça no aconchego do lar pelo bem público e pelo sacerdócio do ensino. Afinal, ser professor deve ser padecer na sala de aula e ainda levar trabalho para casa. Claro que os governantes não se reconhecerão nestas linhas. Mesmo assim, frios e estatísticos, pedirão como sempre cautela, pragmatismo e realismo a quem passa a vida esperando o famoso ‘agora vai’. Aí, quando vai um pouquinho, inacreditavelmente, o governo não quer pagar.
A greve só podia ser justa. Mais do que isso, justíssima, legítima, além, claro, de ser legal. Em governo de intelectual, costuma ser assim: a educação fica em segundo lugar mesmo parecendo estar em primeiro. Foi assim com FHC. As universidades públicas foram abandonadas. No Rio Grande do Sul, educação e cultura só têm levado tranco. Quando não tem outro jeito, é preciso meter o pé na porta. Piso é salário inicial.

Pratique a Cultura dos RRRRR - Racionalizar, Reutilizar, Reaproveitar, Reduzir, Reinventar, Reciclar e faça do mundo um lugar melhor

Juremir Machado da Silva (Santana do Livramento, 1962) é um escritor, jornalista e professor universitário brasileiro. É doutor em Sociologia pela Universidade de Paris V: René Descartes. Em Paris, de 1993 a 1995, foi colunista e correspondente do jornal Zero Hora. Atualmente, é professor do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS e coordenador do programa de pós-graduação em Comunicação da mesma universidade. Também assina uma coluna seis vezes por semana (de quinta a terça-feira) no jornal Correio do Povo de Porto Alegre/RS.

Deputados declaram apoio à luta dos trabalhadores em educação

21/11/2008 - 16:07

Paulo Borges busca solução para a crise do ensino no Estado

Encontro discute o impasse entre Governo e CPERS

Na próxima segunda-feira, 24 de novembro, o Dep. Paulo Borges, que integra a Frente Gaúcha em prol da Educação, reúne Governo, CPERS, Federação das CPMS, prefeitos das cidades litorâneas, entidades empresariais e estudantis para juntos resolverem o impasse das negociações entre o Governo do Estado e CPERS.
O encontro será realizado às 10h, na sala Maurício Cardoso, 4º andar da Assembléia Legislativa do Estado.
O parlamentar, que votará contrário ao projeto de lei enviado pelo Governo do Estado ao Legislativo, criando o Piso Gaúcho e alterando o Plano de Carreira, está preocupado com a greve do magistério e seu prejuízo para a comunidade escolar: "devemos preservar a sociedade gaúcha e evitar a repercussão de uma crise na economia do litoral gaúcho", destaca o deputado.
Segundo ele, a prorrogação da atual greve dos professores estaduais poderá adiar a conclusão do período letivo e, assim, esvaziar o litoral na temporada de férias, o que pode trazer prejuízos à sociedade litorânea.
"Antes de propor um projeto com este conteúdo, deve haver uma ampla discussão com a sociedade. Principalmente com a comunidade escolar diretamente interessada. A radicalização das posições só traz prejuízos ao Rio Grande".

Fonte: Daiana Bado

Azeredo defende retorno às aulas e respeito ao direito de greve

O deputado Paulo Azeredo (PDT) assinou a carta-compromisso a favor da garantia de que o projeto do piso do magistério não será votado em 2008. O PDT defende a constitucionalidade da Lei 11.738/08 e afasta a possibilidade de se transformar piso salarial em teto.
"As gratificações e outras vantagens que os professores obtiveram durante o seu tempo de trabalho é um direito adquirido, que deve ser assegurado e adicionado ao piso salarial nacional de R$950,00", reforça o deputado.
Azeredo apela publicamente ao governo que revogue o Decreto n° 45.958/08 para que os professores retornem às aulas e possam negociar os dias parados sem penalização do ponto. O deputado lembra que foi o próprio governo o protagonista do início da greve.

Fonte: Cristina Mazzei

vvvv

criado por juveth    23:27:01 — Arquivado em: Formação de professores

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Semana da consciência Negra

Ineficácia da legislação antidiscriminatória no Brasil

Por Antonio Quevedo
3º Juizado Especial Federal Previdenciário

               Uma das causas básicas da ineficácia da legislação brasileira antidiscriminatória é o citado mito da democracia racial, que "imposto" como ideologia oficial contribuiu para impedir, por quase um século, que as práticas da discriminação racial fossem criminalizadas. Muitos doutrinadores brasileiros foram influenciados por esta construção ideológica que parece estar sedimentada no imaginário coletivo brasileiro. Outro fator muito importante, que também contribui para a ineficácia de qualquer legislação no Brasil, é a cultura da impunidade, pois até 1988 a única legislação antidiscriminatória existente era a Lei nº 1.390, de 03 de julho de 1951 - conhecida como: "Lei Afonso Arinos" – que considerava as manifestações de racismo meras contravenções penais, sancionáveis com irrisórias penas de multa. O discurso oficial era de que no Brasil não existiam problemas de discriminação, especialmente a racial.
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada a 05 de outubro de 1988, ao concretamente, reconhecer a existência do racismo, combateu a longa tradição de mascaramento do problema através do mito da democracia racial. “A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”. Artigo 5°, XLII, da Constituição Brasileira. O Constituinte Carlos Alberto Caó, justifica assim a emenda aditiva 2P00654-0, apresentada em 12.01.1988, a qual deu origem ao artigo supra: “passados praticamente cem anos da data da abolição, ainda não se completou a revolução política deflagrada e iniciada em 1888. Pois impera no Pais diferentes formas de discriminação racial, velada ou ostensiva, que afetam mais da metade da população brasileira constituída de negros ou descendentes de negros, privados do exercício da cidadania em sua plenitude. “Como a prática do racismo equivale à decretação de morte civil, urge transformá-lo em crime”. Observo, no entanto, que a existência e a aplicação de leis não são suficientes para alcançarmos os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, previstos nos parágrafos do art. 3° CF/88, aqui transcritos: I- construir uma sociedade livre, justa e solidária; II garantir o desenvolvimento nacional; III erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV- promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. É necessário consciência e solidariedade. Consciência para se ter a clara compreensão do racismo como uma forma desumana e cruel contra uma determinada raça e banirmos a falsa idéia da existência de raças “superiores” e “inferiores”. Solidariedade para perceber que a discriminação racial, quando atinge a pessoa negra, por extensão, não só atinge todo povo negro, mas também todo ser humano, independente da cor ou raça. No processo de luta contra o racismo é da maior importância construirmos uma identidade afro-brasileira. Não para desbancar a idéia de brasilidade, mas para que, a partir dessa de forma plena, sua cidadania e lutar contra o racismo. Mostrar que é impossível a construção da cidadania do povo negro nos limites da sociedade atual e que o combate ao racismo é importante, seja na construção de um
modelo de desenvolvimento para o Brasil, seja para atingirmos uma sociedade mais justa e igualitária, conforme previsão material e espiritual de nossa Carta Política.

Jornal Primeira Instância
Jornal Mural da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul
Nº 65 - De 15 a 22 de novembro de 2008.

criado por juveth    15:07:40 — Arquivado em: Mudando práticas e posturas na escola

domingo, 16 de novembro de 2008

Orientando professores:Lei 10639/03

Buscando a Superação das Desigualdades com Novas práticas pedagógicas para sala de aula

Coordenação: Ivete Oliveira da Silva

“Todas as meninas e todos os meninos nascem livres e têm dignidade e os mesmos direitos. Nenhuma vida vale mais do que a outra diante do fato de que todas as crianças e todos os adolescentes do planeta são iguais.” ¹

Falar em auto-estima das crianças significa compreender a singularidade de cada uma em seus aspectos corporais, culturais e étnico-raciais. As crianças possuem uma natureza singular que as caracteriza como seres que pensam, sentem o mundo de um modo muito próprio. Dependendo da forma como é tratada e entendida questão da diversidade étnico-raciais, as instituições podem auxiliar as crianças a conhecer, valorizar seu corpo, seu modo de ser, sua cultura… ou pelo contrário, favorecer a discriminação e a desvalorização étnica . Como a criança gostaria de si mesma se traz em seu corpo características desvalorizadas socialmente? De acordo com Gomes:

No Brasil foi construído, ao longo da história, um sistema classificatório relacionado com as cores das pessoas. O cabelo, transformado pela cultura como sinal mais evidente da diferença racial (…) nesse processo, as cores “branca” e “preta” são tomadas como representante de uma divisão fundamental do valor humano- “superioridade/inferioridade” (2003:148)

Faz-se necessário então, que todos os trabalhadores em educação, em especial , professoras e professores tragam para o ambiente escolar , trabalhos, cartazes, jogos, murais …que de visibilidade a todos cuidando para não reproduzir tipos de beleza reverenciados como padrão pela mídia nacional.

O Trato pedagógico da questão racial deve estar contemplado no plano global e nas nossas práticas diárias. Vejamos:

• Questão racial como conteúdo multidisciplinar durante o ano letivo.
• Reconhecer e valorizar as contribuições do povo negro.
• Abordar as situações de diversidade étnicas racial e a vida cotidiana na sala de aula.
• Incorporar como conteúdo do currículo escolar a história e a cultura do povo negro.
• Recusar o uso de material pedagógico contendo imagens estereotipadas do negro, como postura pedagógica voltada à desconstrução de atitudes preconceituosas e discriminatórias.

Para tanto, a instituição escolar terá como meta promover o nível de reflexão de seus educadores e educadoras, instrumentalizando - as (os) no sentido de fazer uma leitura crítica do material didático produzido e/ou criado na escola, assim como outros tipos de produção. È uma empreitada para direção, supervisão, orientação escolar, professoras(es) bibliotecárias, pessoal de apoio e grupos sociais.

Nossa escola serve de suporte para muitas escolas da cidade e região. Nossa biblioteca é referência e fonte de pesquisa para dissertações e teses. Nosso Curso de Formação de professores / Inclusão da lei 10639/03 e/ou 11645/08 é um dos primeiros do Estado.

Faça sua parte. Participe.

Bibliografia: Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais. SECAD. Brasília. 2006

criado por juveth    21:30:42 — Arquivado em: Mudando práticas e posturas na escola
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